Thursday, April 23, 2009

Recessão Mundial Sem Panacéia

O Fundo Monetário Internacional divulgou nesta semana o seu relatório sobre as perspectivas da economia mundial para 2009 e 2010. Em síntese, o relatório aponta que o mundo está caminhando em passos largos para uma situação de recessão. Ou seja, haverá queda do PIB mundial em 2009 de 1,3%. A maior parte das zonas do mundo – tanto emergentes quanto desenvolvidas – deverá sofrer uma significativa retração da atividade econômica em 2009. O Japão deve apresentar a maior retração econômica (6,2%), seguido de perto pela zona do Euro (-4,2%), Reino Unido (-4,1%), Estados Unidos (-2,8%), Mexico (-3,7%) e Brasil (-1,3%). Em parte devido a tão defendida liberalização financeira cuja máxima era a plena liberdade de capitais entre os países, a crise que teve início nos Estados Unidos terminou se espalhando pelo mundo todo. Deste modo, o mundo todo está pagando o preço – com uma profunda recessão – do excesso de consumo americano que no final das contas contribuiu para esta crise. A China e a Índia são alguns dos poucos países que devem apresentar taxas positivas de crescimento em 2009 – de 6,5% e 4,5% respectivamente. Isso entretanto, está longe de significar que os dois países devem passar incólume pela crise sobretudo se considerarmos que tais países vinham apresentado crescimento de dois dígitos por quase uma década.

O PIB da américa do sul também deve apresentar retração de -1,5% em 2009 em grande parte explicada pela recessão experimentada no México e Brasil. As razões da retração em ambos países está associada ‘a recessão mundial.

A previsão do Fundo para 2010 não é alentadora com o mundo crescendo apenas 1,9% e os Estados Unidos estagnado (0%). O Reino Unido e a zona do Euro devem apresentar uma leve retração econômica – de -0,4% em 2010. Na verdade, o crescimento mundial em 2010 estará sendo puxado basicamente pelos chamados “mercados emergentes” que deve crescer 4% no ano que vem. Neste grupo, quase todos os países exibem altas taxas de crescimento com destaque para: China (7,5%), Índia (5,6%), Brasil (2,2%) e México (1%).

É consensual que a economia mundial, e não apenas os Estados Unidos, deva experimentar crescimento negativo em 2009. A crise é de grandes proporções mas está sendo corretamente administrada. Assim, acaba ficando no passado as previsões que o mundo caminhava a beira do precipício a passos largos para vivenciar novamente um versão piorada da Grande Depressão de 1930, um dos mais traumáticos eventos econômicos da história recente da humanidade. Na verdade, os governantes dos principais países do mundo responderam com uma velocidade assustadora com medidades bastante pertinentes e eficazes que estão sendo capazes de reverter as perspectivas sombrias que permeou o discurso de alguns econômico recente.

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